O julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade
do aborto dos fetos ou bebês com anencefalia terminou como era
previsível, dadas as tendências já manifestadas anteriormente por
juízes do STF: aprovaram por larga maioria que o abortamento de
anencéfalos, daqui por diante, será “legal” no Brasil. Assim se amplia
a lista dos casos “legais” de aborto: gravidez resultante de estupro,
risco de vida para a mãe e, agora, também a anencefalia. Qual será o
próximo caso?
Esse julgamento do STF nos deixa várias lições. Antes de tudo,
continua válido o velho princípio do bom senso: nem tudo o que é
“legal”, também é moral. No caso, para a moral cristã, continua
valendo a Lei Maior, que é a de Deus, e que ensina: “não matarás”. O
aborto de anencéfalos não será um ato moralmente bom, só porque é
“legal”. Também fica muito claro que nenhuma mulher está obrigada a
fazer esse, ou qualquer outro tipo de aborto. Mas é pena para o
Brasil: povo acolhedor e amoroso, ele tem agora uma lei que consagra a
insensibilidade diante dos indefesos e imperfeitos e afirma o direito
dos mais fortes sobre os mais fracos... Não é da nossa cultura! Pena
mesmo!
Parte do artigo Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 17.04.2012
Cardeal D.Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
Semana Santa é o tempo em que se encerra o período da quaresma. Ela começa com o Domingo de Ramos, onde vamos reviver os 7 dias de tudo o que Jesus viveu: paixão, morte e ressurreição.
Essa Semana nos prepara para a Páscoa.
A Páscoa significa “passagem da morte para a vida”. Isso quer dizer que Jesus ressuscitou para nos dar a vida.
A Semana Santa é muito importante para nós que acreditamos em Jesus. O mais importante da Páscoa não é ganhar ovos de chocolate, mas saber que Jesus morreu na Cruz para nos salvar.